Quem já comeu aqui em casa sabe que em quase todos os meus preparos à base de farinha de trigo, nunca utilizo apenas farinha branca.
Tenho paladar interessado em farinha integral mesmo antes de entender os seus benefícios para o nosso organismo, em comparação com a refinada. Lembro de, lá no auge dos meus 12 ou 13 anos, preferir lanchar num restaurante natural que ficava no meu caminho do curso de inglês para o ponto de ônibus pelo sabor dos salgados integrais servidos e pelo delicioso guaraná natural. Eu não buscava mais fibra, nem achava que isso emagreceria, era só pelo sabor mesmo, por mais estranho que isso pareça. :)
Naquela época, acho que farinha de trigo integral só era comercializada em lojas de produtos naturais, diferente de hoje que podemos encontrá-la em grandes supermercados e até mercadinhos de bairro.
O fato é que cresci com esta predileção por produtos integrais. Com o passar do tempo, entendendo um pouco mais como nosso organismo digere o que comemos, a escolha por alimentos mais integrais virou uma questão de consciência.
Toda semana uma receita nova para te estimular a tomar as rédeas de sua cozinha e acrescentar uma pitada de "autoria" no que você come.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Como Tudo Começou
Quando parei pra pensar de onde vem o meu interesse pela cozinha, acabei chegando até a minha infância. Minhas memórias dessa fase da minha vida estão recheadas de momentos em que assisti ou participei do preparo de refeições.
Embora não tenha crescido numa fazenda, até a década de 80 a região metropolitana de Salvador (onde cresci) tinha um dia-a-dia muito semelhante às cidades do interior. Lembro de um vaqueiro que vendia leite de gado quentinho de manhã cedo de porta em porta, de pés de seriguela fartos ao longo das ruas, galinheiro no quintal de casa, tempero verde cultivado em caqueiros... para nós o comum era encontrar alimentos frescos nos arredores e preparar a própria comida todos os dias.
Era assim com as refeições diárias, aniversários, o lanche da escola... acho que nessa época, ainda era um costume da maioria dos brasileiros fazer mais refeições em casa e levar seus lanchinhos para comer na rua. O ritmo da vida e das cidades era, sem dúvida, outro.
Embora não tenha crescido numa fazenda, até a década de 80 a região metropolitana de Salvador (onde cresci) tinha um dia-a-dia muito semelhante às cidades do interior. Lembro de um vaqueiro que vendia leite de gado quentinho de manhã cedo de porta em porta, de pés de seriguela fartos ao longo das ruas, galinheiro no quintal de casa, tempero verde cultivado em caqueiros... para nós o comum era encontrar alimentos frescos nos arredores e preparar a própria comida todos os dias.
Era assim com as refeições diárias, aniversários, o lanche da escola... acho que nessa época, ainda era um costume da maioria dos brasileiros fazer mais refeições em casa e levar seus lanchinhos para comer na rua. O ritmo da vida e das cidades era, sem dúvida, outro.
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