quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Eu e as farinhas

Quem já comeu aqui em casa sabe que em quase todos os meus preparos à base de farinha de trigo, nunca utilizo apenas farinha branca.

Tenho paladar interessado em farinha integral mesmo antes de entender os seus benefícios para o nosso organismo, em comparação com a refinada. Lembro de, lá no auge dos meus 12 ou 13 anos, preferir lanchar num restaurante natural que ficava no meu caminho do curso de inglês para o ponto de ônibus pelo sabor dos salgados integrais servidos e pelo delicioso guaraná natural. Eu não buscava mais fibra, nem achava que isso emagreceria, era só pelo sabor mesmo, por  mais estranho que isso pareça. :)

Naquela época, acho que farinha de trigo integral só era comercializada em lojas de produtos naturais, diferente de hoje que podemos encontrá-la em grandes supermercados e até mercadinhos de bairro.

O fato é que cresci com esta predileção por produtos integrais. Com o passar do tempo, entendendo um pouco mais como nosso organismo digere o que comemos, a escolha por alimentos mais integrais virou uma questão de consciência.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Muffin de Maçã, Laranja ou Limão


Esta é uma variação do meu muffin de chocolate para aqueles que não gostam ou não querem comer chocolate. Sempre que faço estes bolinhos, procuro servir pelo menos mais um sabor. Além de agradar mais paladares, a mesa fica bem mais colorida como vocês podem ver nesta foto acima.

Minha motivação para chegar nesta receita foi bem pessoal. Eu sou apaixonada por bolo mas não gosto de chocolate. Por isso jamais me contentaria em fazem uma receita tão prática e multiuso como essa só de chocolate :D.

Então fui mexendo na receita até que encontrei as adaptações certas para transformar o muffin de chocolate num delicioso muffin de fruta e, de brinde, sem lactose. Eu testei e funcionou com maçã, laranja e limão. 

Quem sabe vocês encontram mais sabores?! Vamos às adaptações!


Muffin de Chocolate


Muffins são bolinhos assados individualmente, já na própria embalagem e que não levam cobertura. Cobertos eles se transformam no seu primo-rico: o cupcake.

Eu particularmente adoro receitas em que misturamos os líquidos e os sólidos separadamente e depois juntamos tudo. Elas simplificam a nossa vida!! E essa, acredite, nem precisa de batedeira. Quando você pegar a prática, vai preferir fazer muffins do que "bater um bolo" como se diz aqui na Bahia.

Quem tem filhos pequenos e quer dar uma variada no lanchinho da escola este bolinho é uma boa pedida! Nunca mais você vai querer comprar aqueles bolinhos prontos, cheios de açucar e conservantes para seus pequenos. 

Aqui em casa, esta é mais uma receita que sirvo desde uma reuniãozinha com amigas até os aniversários dos meninos. Ficam muito bons também servidos quentinhos com sorvete de creme... uma espécie de petit-gateau caseiro.

Aliás a minha busca por essa receita veio justamente da minha necessidade de servir bolinhos mais caseiros para meus filhos. Eles não se interessavam muito por bolos. Então quis buscar uma alternativa para inserir algum bolo no cardápio deles apresentando um pequeninho, que parecia de brincadeira. Deu certo! Hoje eles já comem outros bolos que fazemos no dia-a-dia em casa mas os muffins continuam sendo os preferidos.

Vamos à receita!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pão Recheado


Este pão recheado é um super quebra-galho! Já fiz para todo tipo de ocasião: café da manhã, lanchinho da tarde, salgadinho pra festa...

O recheio e acompanhamento é que vão determinar a sofisticação do pão. Servido quentinho, com um recheio que leve gorgonzola e um bom vinho fica sensacional! Cortadinho em tirinhas formam uma bela bandeja de tira-gosto.

E se você nunca fez pão, nem trabalhou rolo de macarrão, esta é uma ótima receita pra começar de tão, tão fácil, que é.

Agora chega de lero-lero e vamos lá!!

Como Tudo Começou

Quando parei pra pensar de onde vem o meu interesse pela cozinha, acabei chegando até a minha infância. Minhas memórias dessa fase da minha vida estão recheadas de momentos em que assisti ou participei do preparo de refeições. 

Embora não tenha crescido numa fazenda, até a década de 80 a região metropolitana de Salvador (onde cresci) tinha um dia-a-dia muito semelhante às cidades do interior. Lembro de um vaqueiro que vendia leite de gado quentinho de manhã cedo de porta em porta, de pés de seriguela fartos ao longo das ruas, galinheiro no quintal de casa, tempero verde cultivado em caqueiros... para nós o comum era encontrar alimentos frescos nos arredores e preparar a própria comida todos os dias.

Era assim com as refeições diárias, aniversários, o lanche da escola... acho que nessa época, ainda era um costume da maioria dos brasileiros fazer mais refeições em casa e levar seus lanchinhos para comer na rua. O ritmo da vida e das cidades era, sem dúvida, outro.